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A cavalaria das motos
 

  
  
12/03/2010

Já faz algum tempo que autoridades europeias pretendem limitar a 100 cavalos a potência das motos, alegando medidas de segurança - ou para "criar um padrão comum nos países europeus para que tudo esteja dentro de um "espírito comum".
Vá lá, o padrão comum. Mas quero ver onde encontrarão o tal "espírito comum" entre os compradores de motos, dentro dessa ideia de girico.

Começa que não há o que demonstre que a eliminação de motos de potência acima vá diminuir os acidentes, outro ponto defendido. Até porque a efetiva maioria daquelas que circulam não têm essa potência.
E quem vai comprar uma superesportiva de 1000 cc, cujos modelos atuais beiram os 200 cavalos de potência, com meros 100? E como imaginar que todos os países membros aceitem? E ainda, que uma moto possa circular num e não em outro, devido à sua potência? Que possa ser vendida em um e não em outro? Que "espírito" é este que imaginam obter junto aos motociclistas, apaixonados por tecnologia, potência e velocidade?

Essa idéia de limitação de potência ronda os automóveis também faz anos. Nada se conseguiu nesse sentido. Mas há, e foram tomadas, medidas para contornar a questão, visando a performance da grande maioria dos veículos. Taxação menor para motores menos potentes, por exemplo. Tudo indica que irá por aí a "solução" para as motos. Solução de um problema que, na verdade, não existe nas motos. O problema é o "espírito" dos motociclistas. Quero ver mudar.
Fonte: Trem Azul / Thomaz Magalhães


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